Após 9 meses fechado, Ecomuseu Ilha Grande reabre com mostra sobre vida marinha



Após nove meses fechado, por falta de recursos para manutenção, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) reabriu hoje (15) o Ecomuseu Ilha Grande, localizado na Ilha Grande, no litoral sul do estado. O espaço reúne as unidades Museu do Cárcere, Museu do Meio Ambiente, Parque Botânico e Centro Multimídia, que ocupam as instalações do antigo Instituto Penal Cândido Mendes, parcialmente implodido em 1994 pelo governo do estado.

A reabertura foi possível por meio de parceria da Uerj com a Fundação Parques e Jardins e a empresa Dell'Arte, de produções de eventos culturais. Para marcar o retorno às atividades, foi inaugurada a mostra Conhecendo e divulgando a biodiversidade marinha da Ilha Grande, que reúne 100 fotos de diferentes espécies que vivem na baía da região.

“É uma região com grande riqueza ambiental, dento e fora d'água. A ideia é mostrar através da fotografia um pouco dessa diversidade, com o objetivo de gerar reflexão e ações de preservação”, disse o curador Luis Skinner, professor do Departamento de Ciências da Uerj.

Ao todo, são apresentadas 300 imagens de esponjas, vertebrados, invertebrados, entre outras espécies da ilha. O material faz parte de pesquisa feita por mais de quatro anos por um grupo de docentes da Uerj e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cujo projeto foi coordenado por Skinner.

Onde funcionava a padaria do antigo presídio, foi inaugurada a mostra Comida e Cárcere, que reproduz a rotina alimentar na época.

O espaço permanente Ecomuseu Recicla apresenta objetos reciclados feitos pelos artesãos da Vila Dois Rios. Há ainda as mostras 100 anos de presídio, que traça um panorama das diferentes unidades prisionais implantadas na ilha a partir de 1894, e Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro: ontem e hoje, com imagens e documentos sobre o cotidiano das prisões estaduais.

No Museu do Meio Ambiente, o destaque é a exposição Certos Modos de Ser Caiçara, sobre o universo das comunidades situadas no litoral sul fluminense, seus saberes, fazeres, crenças, valores, ambiente de trabalho e lazer. No parque Jardim Botânico, nova vegetação floresce entre as ruínas das antigas instalações, após replantio de árvores nativas. A área tem um laboratório de produção, cultivo e aclimatação de mudas.

Para chegar ao vilarejo é preciso caminhar por uma trilha de 11km, que faz ligação da Vila de Abraão ao local. A caminhada é de média intensidade, com duração de duras horas e 30 minutos aproximadamente. Os núcleos do Ecomuseu funcionam de terça a domingo, das 10h às 16h. O endereço é Rua Amapá. s/nº, Vila dos Rios, Ilha Grande, Angra dos Reis.