Um marco na medicina reprodutiva brasileira, o Hospital das Clínicas da UFMG realizou a primeira fertilização in vitro (FIV) com dupla maternidade em um hospital público do país.
Postada em 07/11/2024 às 10:03
Por Canal ABC
Em um avanço significativo para a comunidade LGBTQIA+ e para a medicina reprodutiva, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) realizou a primeira fertilização in vitro (FIV) com registro de dupla maternidade em um hospital público brasileiro. O procedimento inovador abre novas possibilidades para casais homoafetivos e mulheres solteiras que desejam construir uma família.
Desde o início de seu relacionamento, as duas mães, cujos nomes foram preservados para proteger sua privacidade, sonhavam em ter um filho. Após várias tentativas malsucedidas de concepção natural, elas buscaram a ajuda da equipe médica do HC-UFMG. Os especialistas em reprodução humana assistida do hospital propuseram a fertilização in vitro com dupla maternidade, um procedimento que permite que duas mulheres compartilhem a maternidade de um filho.
O procedimento envolveu a fertilização de um óvulo doado com o sêmen de um doador anônimo. O embrião resultante foi então implantado no útero de uma das mães, que levou a gravidez até o nascimento. A outra mãe, por sua vez, teve um papel fundamental no processo, fornecendo apoio emocional e físico durante toda a gestação.
O nascimento do bebê, que ocorreu recentemente, foi um momento de grande alegria e emoção para as duas mães. Elas agora têm o registro legal de dupla maternidade, garantindo que ambas tenham os mesmos direitos e responsabilidades em relação ao filho.
A realização da primeira FIV com dupla maternidade em um hospital público é um marco na medicina reprodutiva brasileira. O procedimento abre novas portas para casais homoafetivos e mulheres solteiras que desejam formar uma família, promovendo a inclusão e a diversidade na sociedade.