Dados da NASA e da NOAA apontam para uma redução no tamanho do buraco na camada de ozônio na Antártida em 2024, mas alertam que ainda há muito a ser feito.
Postada em 06/11/2024 às 09:01
Por Canal ABC
O buraco na camada de ozônio, uma região na atmosfera terrestre onde a concentração do gás ozônio é reduzida, apresentou uma diminuição em seu tamanho em 2024, de acordo com dados divulgados pela NASA e pela NOAA. O buraco, que aparece anualmente sobre a Antártida, atingiu um tamanho médio mensal menor do que nos anos anteriores.
Embora a redução seja uma notícia positiva, os cientistas alertam que o buraco ainda é significativamente maior do que era antes da década de 1980, quando o uso de substâncias químicas prejudiciais à camada de ozônio foi amplamente banido. Essas substâncias, conhecidas como clorofluorcarbonos (CFCs), são usadas em refrigeradores, aerossóis e outros produtos.
O Protocolo de Montreal, um acordo internacional assinado em 1987, proibiu gradualmente o uso de CFCs e outras substâncias nocivas à camada de ozônio. Como resultado, a concentração de CFCs na atmosfera tem diminuído lentamente, permitindo que a camada de ozônio se recupere gradualmente.
No entanto, a recuperação da camada de ozônio é um processo lento e pode levar décadas ou até séculos para que ela retorne aos níveis anteriores à década de 1980. Além disso, outras ameaças, como as mudanças climáticas, podem impactar a camada de ozônio no futuro.
Os cientistas continuam a monitorar a camada de ozônio e a estudar os fatores que afetam sua recuperação. A diminuição do buraco na camada de ozônio em 2024 é um sinal positivo, mas é essencial continuar os esforços para proteger a camada de ozônio e garantir sua saúde a longo prazo.