Pesquisadora de Oxford destaca a necessidade de traduzir descobertas científicas em benefícios tangíveis para a saúde pública.
Postada em 14/10/2024 às 09:25
Por Canal ABC
A inovação em saúde enfrenta uma divisão geográfica significativa, com o Brasil ocupando a 50ª posição em um ranking global de 133 países. A pesquisadora de Oxford, Dra. Sarah Gilbert, defende que é crucial superar essa lacuna e traduzir pesquisas em impacto real na saúde pública.
Gilbert enfatiza que o conhecimento científico por si só não é suficiente. É necessário um esforço conjunto para transformar descobertas em intervenções práticas que melhorem a vida das pessoas. Isso envolve colaboração entre pesquisadores, profissionais de saúde e formuladores de políticas.
Um exemplo de sucesso é o desenvolvimento da vacina contra a COVID-19, que foi possível graças a anos de pesquisa básica. No entanto, o acesso equitativo à vacina ainda é um desafio, destacando a necessidade de traduzir o conhecimento científico em soluções acessíveis para todos.
Gilbert acredita que os países do Hemisfério Sul, como o Brasil, têm um papel fundamental a desempenhar na inovação em saúde. Eles possuem uma riqueza de conhecimento e experiência que pode contribuir para o desenvolvimento de soluções inovadoras adaptadas às suas necessidades específicas.