Condenado por organização criminosa, Enzo Wagner Lima Campos cumpria pena em regime de albergue domiciliar quando cometeu o crime.
Postada em 23/09/2024 às 10:06
Por Canal ABC
O entregador Enzo Wagner Lima Campos, de 24 anos, responsável pela morte do delegado Mauro Guimarães Soares durante um assalto na manhã de sábado, 21, cumpria pena em regime de albergue domiciliar. Por esse regime, ele era obrigado a dormir em casa todas as noites e não podia deixar a cidade sem avisar a Justiça.
O questionamento que surge é: por que um indivíduo condenado por crime de organização criminosa estava solto?
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Enzo foi condenado em 2019 a 11 anos e 8 meses de prisão por associação ao tráfico de drogas. No entanto, ele recorreu da sentença e conseguiu a progressão para o regime semiaberto.
Em abril de 2022, Enzo foi autorizado pelo TJ-RJ a cumprir o restante da pena em regime de albergue domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. O benefício foi concedido devido ao bom comportamento do detento e ao fato de ele ter uma família estável.
No entanto, a decisão de liberar Enzo para o regime de albergue domiciliar gerou polêmica. Especialistas em segurança pública argumentam que indivíduos condenados por crimes graves, como organização criminosa, não deveriam ter acesso a esse tipo de benefício.
O caso de Enzo Wagner Lima Campos levanta questões importantes sobre o sistema penitenciário brasileiro e a concessão de benefícios a condenados por crimes graves. A sociedade precisa encontrar um equilíbrio entre a ressocialização dos detentos e a garantia da segurança pública.