A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defende a criação de uma legislação para permitir gastos extraordinários em situações de catástrofes climáticas, como as recentes no Rio Grande do Sul e os incêndios pelo país.
Postada em 04/09/2024 às 12:49
Por Canal ABC
Diante das crescentes catástrofes climáticas, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, propôs a criação de uma legislação que preveja gastos além do teto em casos de emergência climática. A medida visa contornar as restrições impostas pela regra fiscal, que limita os gastos públicos ao índice de inflação do ano anterior.
Segundo Marina Silva, o Brasil precisa se preparar para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, que têm se tornado cada vez mais frequentes e intensos. "Não podemos esperar que as catástrofes aconteçam para agir. Precisamos ter uma legislação que nos permita responder rapidamente e de forma eficaz a essas emergências", afirmou.
A proposta da ministra prevê a criação de uma figura jurídica denominada "emergência climática", que seria decretada em situações de desastres naturais causados por eventos climáticos extremos. Nesses casos, o governo poderia autorizar gastos extraordinários para atender às necessidades imediatas da população, como assistência humanitária, reconstrução de infraestrutura e medidas de prevenção.
Especialistas em direito ambiental apoiam a proposta de Marina Silva, argumentando que ela é necessária para garantir a proteção da população e do meio ambiente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. No entanto, a medida também enfrenta resistências de economistas que defendem a manutenção do teto de gastos para controlar a dívida pública.