A médica Ligia Bahia, da UFRJ, é alvo de uma ação por danos morais após questionar a conduta do Conselho Federal de Medicina (CFM) durante a pandemia de COVID-19.
Postada em 05/02/2025 às 15:03
Por Canal ABC
A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ligia Bahia, tornou-se alvo de uma ação de reparação de danos morais movida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O motivo? Críticas à postura da entidade durante a pandemia de COVID-19. O CFM pede uma indenização de R$ 100 mil e a retratação pública da profissional.
Ligia Bahia, que é infectologista, criticou publicamente a conduta do CFM em relação à pandemia. Ela acusou a entidade de negacionismo e de defender tratamentos ineficazes contra a COVID-19. O CFM, por sua vez, alega que as declarações da médica são falsas e prejudiciais à sua reputação.
O processo contra Ligia Bahia gerou reações diversas. Alguns especialistas em saúde pública apoiam a médica, argumentando que ela exerceu seu direito à liberdade de expressão ao criticar o CFM. Outros, no entanto, defendem o conselho, afirmando que as críticas de Ligia Bahia foram infundadas e prejudiciais à credibilidade da entidade.
O caso está sendo acompanhado de perto por profissionais de saúde e pela sociedade em geral. Ele levanta questões importantes sobre os limites da liberdade de expressão e o papel das entidades médicas na defesa da saúde pública.